Porsche chegou depois, viu rivais e venceu com Panamera

AutoEsporte – É preciso uma decisão muito amadurecida para um fabricante de carros esporte, como a Porsche, entrar num segmento pequeno e altamente concorrido de automóveis grandes, de quatro portas, topo de gama. Afinal, são poucas as marcas premium no mundo e já longamente estabelecidas. Além do trio de ferro alemão — Audi, BMW e Mercedes-Benz, por si só um desafio e tanto — ainda há a tradição de Jaguar, Maserati e mais recentemente das japonesas Lexus (Toyota), Acura (Honda) e Infiniti (Nissan), além da Aston Martin, com o Rapide.

O Panamera, lançado em abril de 2009 no Salão de Pequim, chegou, viu e venceu. No Brasil, então, o sucesso foi imediato, apesar dos números de vendas obviamente modestos pelo alto preço nessa faixa muito estreita de mercado. Nos dois primeiros meses de 2011, por exemplo, comercializaram-se 19 Panameras, contra seis Mercedes Classe S, três BMW Série 7 e um Audi A8 (nenhum Maserati Quattroporte). Ou seja, sozinho respondeu por cerca de dois terços do mercado, todos com preços acima de R$ 400 mil.

Apesar de o Panamera até ter ultrapassado os objetivos de venda da Porsche, em especial pelo desempenho na China, o carro desperta menos entusiasmo por seu desenho do que pela esportividade e qualidade construtiva. A opção pela carroceria de quatro portas em estilo cupê seguiu o pioneiro Mercedes-Benz CLS, reestilizado recentemente. Há nítida inspiração estilística no modelo mais famoso da marca alemã, o 911, em pormenores como para-lamas, lanternas, formato da terceira janela e até no aerofólio móvel traseiro. Só que a harmonia não é a mesma porque o carro é longo (4,97 m), largo (1.93 m) e baixo (1,42 m), além de pouco fotogênico. Ao vivo tem presença forte e ao passar na rua o “conjunto da obra” se destaca.

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