Motociclista passa por cirurgia após cortar o pescoço com linha de cerol

Um motociclista de 18 anos passou por uma cirurgia de emergência no Pronto-Socorro de Cruzeiro do Sul (AC),  no último sábado (20) após sofrer um corte no pescoço, causado por uma linha de pipa com cerol. Odeângelo Rocha da Silva, que trabalha como atendente de uma casa agropecuária, trafegava pela Estrada Variante, na saída da cidade em direção à BR-364, quando sofreu o acidente.

Na garupa da motocicleta estava Néldia Cassiano Silva, de 22 anos, colega de trabalho da vítima. “Quando percebi que ele tinha sido atingido, coloquei as duas mãos à frente, mesmo com o risco de sofrer cortes, e quebrei a linha, mas ele já estava sangrando muito. De imediato nós recebemos a ajuda de algumas pessoas que passavam no local e tentamos estancar o sangramento até a chegada da equipe do Samu. Acho que se eu não tivesse quebrado a linha, algo pior poderia ter acontecido”, narra.

O rapaz passou por uma cirurgia para a reconstrução de tecidos e sutura do corte que levou mais de 10 pontos. “Considero um milagre de Deus o que aconteceu comigo. O médico falou que se a linha tivesse aprofundado um pouquinho mais eu teria morrido. Nasci de novo, agora é só agradecer e esperar a alta do hospital”, disse o jovem ferido ao G1 por telefone, do Hospital do Juruá, onde permanece internado.
Jovem ferido por linha de cerol (Foto: Arquivo pessoal)Rapaz segue internado no Hospital do Juruá
(Foto: Arquivo pessoal)

A Polícia Militar esteve no local da ocorrência, mas não conseguiu localizar o responsável por soltar a pipa em via pública. O delegado Elton Futigami, da Delegacia Geral de Cruzeiro do Sul, informou que teve conhecimento do caso por meio do boletim da Polícia Militar. Segundo ele, para iniciar uma investigação nesse tipo de caso, suposto crime de lesão corporal culposa, é necessária uma representação por parte da vítima, ou de seus familiares que ainda são aguardados na unidade policial.

O chefe local da Primeira Ciretran, Valdecí de Almeida Dantas, explica que os fiscais de trânsito e policiais militares fazem diariamente o recolhimento de pipas, quando a brincadeira é realizada em via pública, mas relata que a situação fugiu ao controle, nesse período de greve das escolas públicas.

“Nós estamos pedindo também a ajuda dos fiscais de trânsito da Prefeitura. O curioso é que essa prática que pode matar é realizada não só por crianças e adolescentes, mas também por adultos. Todos os anos têm registros de pessoas feridas. Em 2010 houve uma vítima fatal. Seria importante a gente contar com a colaboração dos pais que são fundamentais na conscientização dos filhos”, conclui.

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