Estudo aponta que freio ABS pode salvar vida de motociclista

O número de mortes de motociclistas no trânsito poderia ser menor se as motos contassem com sistema de freios ABS de série, divulgou o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi).

De acordo com a entidade, um estudo feito pela “Insurance Institute for Highway Safety” (IIHS), organização dos Estados Unidos que realiza testes independentes de segurança, aponta que a presença de freios ABS em motos podem diminuir os acidentes fatais em 37%. Ainda segundo a experiência, o número de colisões se torna 23% menor.

Em 10 anos, de 2001 a 2011 o número de mortes em acidentes de trânsito com motos no Brasil aumentou 263,5%, segundo o Ministério da Saúde. O Cesvi informa que apenas 17% das motos vendidas no Brasil possuem o sistema, e somente em motos acima de 250 cilindradas, que representam apenas 13% do total de motos comercializadas no país. Nestes casos, o ABS, dispositivo que evita o travamento das rodas nas frenagens, aparece muitas vezes apenas como opcional.

Bosch lança freios ABS para motos em Campinas (Foto: Divulgação / Bosh)Freios sem ABS fazem as rodas travarem
(Foto: Divulgação / Bosh)

Além disso, a categoria city, que representaram quase 55% dos emplacamentos realizados no ano passado, apenas 5% possuem ABS, somente como opcional, diz o Cesvi. Os demais não possuem o dispositivo nem como opcional. Segundo a entidade, o levantamento se baseou em 357 versões de 199 modelos vendidos no Brasil.

Em uma frenagem a velocidade de 100 km/h, a moto com ABS leva em média 9 metros a menos para parar, afirma o Cesvi, além de possivelmente evitar tombos. Enquanto uma moto convencional leva 58,5 metros até parar, o modelo com ABS faz isso em 49,5 metros.

Diferença de frenagem com ABS (Foto: Cesvi)Diferença de frenagem com ABS (Foto: Cesvi)

ABS será obrigatório na Europa em 2016
A partir de 2014, o ABS passa a se tornar obrigatório para carros no Brasil, mas para as motos o assunto ainda é debatido. Na Europa, a obrigatoriedade do ABS para motos passa a vigorar em 2016.

“O consumidor vai perceber o benefício e cobrará o uso do dispositivo também nas motos. Por isso, informações como as elaboradas por este estudo almejam orientar os consumidores na hora da compra, oferecendo a ele dados de qualidade e que colaborem para a proteção de seu bem maior, que é a vida”, disse Almir Fernandes, diretor executivo do Cesvi.

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